quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Betim sempre fará falta na Banda.....

Faleceu no dia 29/11/14 aos 62 anos, Antônio Gilberto de Alencar Fernandez (Betinho), justamente no dia do aniversário da Nossa Bandinha em que os dois completaram 27 anos, Você é o nosso querido Caetano com suas Caetanagens, Meu grande amigo a saudade vai ser continua. Homenagearemos sempre você pelo seu merecimento e amor pela música.

lá    ré  mi   fá sol  lá     
Betim é um Caetano

lá    ré  mi   fá sol  lá     
Betim é um Caetano          Autor ( Betim Bornô )....

sábado, 27 de setembro de 2014

Saudades do Compadre Assis


VÍDEO EM MEMORIA COMPADRE ASSIS

Francisco de Assis Silva (Compadre Assis) músico Tubista e no final de sua Carreira tocou Pratos na Nossa Bandinha, Faleceu no dia 29 de agosto de 2014, aos 69 anos. deixando um vazio para familiares, colegas de trabalhos e amigos.
Nascido na Cidade de Uiraúna/PB, veio para Araripina no Inicio da Década de 90 para integrar o quadro de músico da Banda Municipal onde logo se firmou trazendo esposa e filhos, adotando Araripina como sua cidade fixando moradia, criando raízes que perpetuam através de seus filhos Flávio e Bebeta Músicos da Banda M.A.C, seus Netos todos Araripinenses sentem a falta de sua presença. Nossos sentimentos para todos que sentem a falta do nosso TOURO CUMPADI ASSIS 
( UÊÊM )

Bem-aventurados os que choram, pois serão consolados. 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

DESCASO ADMINISTRATIVO 2014

Apesar dos muitos oficios e das muitas reclamações em relação aos funcionários da Banda Municipal de Araripina liberados para o ócio, não só pela atual gestão como também pelas ultimas gestões que demasiadamente colocaram músicos em regozijo permanente, liberados de suas  atividades na Banda Municipal, é uma minoria privilegiada que exercem o direito de receber sem trabalhar, é Brasil, e ainda zombam dos que comparecem assiduamente ao trabalho; Até quando suportaremos tal situação. 
Pergunto: será proteção patronal, ou astuta esperteza de tais funcionário?. 
É possível um músico assumir um posto médico e  fazer cirurgia.  Demagogia ou Descaso. Dai a Cesar o que é dele, infelizmente do jeito que vai, isto em breve acontecerá.

Na  Banda somos quase 34 Funcionários e ativamente temos 22 as vezes menos. Absurdo.

A  Banda não ensaia devido a sua sede em ruínas, sede  que esta mais para um deposito de material do que  uma Sede  plausível, Os Instrumentos sucateados, é uma falta de respeito  com o Patrimônio Cultural de Araripina, tudo isto acarretou num perecer motivacional pessoal e musical, o empobrecimento das apresentações da Banda é visível, mais quem não quer enxergar, apenas fecha os olhos, Administradores as cegas.

Não temos Diretor, Coordenador, Maestro ou Sub-Maestro empossados, e se não existe hierarquia, vira uma anarquia. Precisamos urgentemente de Soluções ou Providências.



terça-feira, 24 de dezembro de 2013

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Campanha Volta "ZUZA" para Banda


CAMPANHA VOLTA ZUZA ----Compartilhem

MESTRE ZUZA DO TROMPETE 72 ANOS MERECE VOLTAR PRA BANDA MAESTRO ÁLVARO CAMPOS


Meu colegas estamos engajado na campanha volta ZUZA, que é um grande músico trompetista de Araripina que tocou na Banda Maestro Álvaro Campos na década 60 e 70, depois viajou pelo mundo a fora, voltou na década de 80 e trabalhou 22 anos na Atual Banda tendo 34 anos de Banda Maestro Álvaro Campos.

Hoje está aposentado com 72 anos de idade ainda toca trompete como um "MENINO" sempre participando da Banda, sua aposentadoria se deu por idade e não por tempo de serviço no qual o mesmo só ganha 01(um) Salario Minimo, o que é insuficiente para manter sua família, diante disto lançamos está campanha para que as autoridades convoquem MESTRE ZUZA para voltar ao quadro de músico da Banda, seja por contrato, ou outro meio qualquer, pois na verdade mesmo aposentado, nosso Menino Zuza continua tocando e comparecendo as apresentações da Banda Municipal.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Entrevista com Maestro Neguinho (Gilvanildo)


Gilvanildo Joaquim da Silva (Neguinho), músico trompetista a quase 30 anos, natural de Nazaré da Mata – PE,  foi maestro regente da  Banda Maestro Álvaro Campos de 1989 a 1998, em 2009 retorna e assume novamente o cargo de maestro regente até os dias atuais.

Hely Alen: Como surgiu a música em sua vida?

Neguinho: A música veio ao meu encontro ou eu fui ao dela através de um colega por nome de Aldo que estudava música em Recife e que me incentivou a fazer também essas aulas, seguindo seus atributos mim matriculei para estudar música em minha querida Euterpina Juvenil Nazarena a popular CAPA BODE de Nazaré da Mata dando início assim a minha trajetória musical.
  
Hely Alen: Fale sobre o convite para participar da Banda Maestro Álvaro Campos:

Neguinho: Minha vinda para fazer parte da Banda Municipal Maestro Álvaro Campos se deu através do então Prefeito Dr. Valmir Lacerda, que na ocasião tinha ido ao Recife e lá ao encontrar com o jornalista, curioso das Bandas de músicas do Brasil e Ex-presidente das Bandas de músicas de Pernambuco Renan Pimenta “in memoria”, relatou sobre a Banda Municipal de Araripina e que necessitava de músicos capacitados para fazer parte do quadro de músicos da mesma, daí veio o convite, entramos em acordo e graças a Deus estou por aqui até os dias de hoje.

Hely Alen: A regência da Banda, quando e como aconteceu?

Neguinho:  Assim que cheguei para Araripina em 1988 para fazer parte da Banda Municipal, o senhor Geraldo Moises maestro na época tinha acabado de passar no concurso público do Rio Grande do Norte próximo a Uiraúna na Paraíba sua cidade natal que faz fronteira com aquele Estado, foi chamado para assumir sua vaga do concurso no cargo de professor, ficando assim por aberto o cargo de regente da Banda Municipal, se dando tudo isso no ano seguinte à minha chegada ou seja em 1989. Daí o então diretor da Banda Pedro Augusto Bandeira e o já prefeito Valdemir Batista (Dr. Mimi) “in memória” observando os componentes da banda concordaram que eu seria entre os músicos o mais capacitado para ser o Maestro da Banda Maestro Álvaro Campos e assim se fez.

Hely Alen: Diga-nos algo de bom e marcante que a banda lhe proporcionou:

Neguinho:  Dentre tantas coisas boas que contemplaram e contemplam minha trajetória musical a que marcou profundamente foi conseguir levar a Banda Maestro Álvaro Campos ao encontro de bandas da Mata Norte em minha terra natal Nazaré da Mata em 2010, encontro esse que acontecia todos os anos, organizado pelo saudoso Renan Pimenta, ocasião em que nossa banda se apresentou muito bem, representando e levando o nome de Araripina ao ponto mais alto neste encontro segundo os críticos de música que ali se encontravam e isto foi muito emocionante e marcante deixando-me bastante satisfeito.


Hely Alen: Numa análise do passado até os dias de hoje, quais as principais mudanças da Banda?

Neguinho:  Observamos que do início da Banda até os dias atuais já aconteceram diversas mudanças como: o fim da república dos músicos que era mantida pela prefeitura e coordenada pelo maestro; o local da sede que funcionava num espaço por traz do museu ao lado da creche tia Dionéia bem mais arejado que o local atual que não está oferecendo condições favorável para ensaios,  se bem que já existe um projeto para a reforma da sede atual; questão salarial onde no início a Banda fazia parte da Secretaria de Educação e recebíamos mais de dois salários e agora recebemos pouco mais de um salário; a mudança mais significativa que aconteceu na minha concepção ocorreu no quadro de efetivos que no início era em torno de 16 músicos e hoje temos mais que o dobro fortalecendo e incentivando a cultura musical instrumental.
  
Hely Alen: Deixe sua mensagem.

Neguinho:  Aproveitando o clima favorável como diz o ditado “faça sempre o bem sem olhar a quem” até mesmo para aqueles que de alguma maneira tentam lhe prejudicar, ajude o próximo que um dia ele reconhecerá e provavelmente a recompensa chegará mesmo sem você pensar porque Deus o ajudará,pense nisso  e assim serás mais feliz.


Hely Alen: Meu colega Gilvanildo que todos conhecem como NEGUINHO Maestro, com certeza você fez muito pela cultura e musicalidade em Araripina, Bodocó e Santa Cruz, formou vários músicos, músicos de qualidade que compõe o quadro principal da Banda. Foram tantos momentos de nostalgia e satisfação que a Banda nos proporcionou, são mais de vinte anos que nos conhecemos através da música, Foi meu primeiro professor de música, são muitas lembranças e saudades: da escolinha de música do museu, saudades do reconhecimento dos prefeitos que nos assalariavam muitíssimo bem, das frequentes viagem da Banda para distritos e outros municípios, das retretas repletas de multidões. Posso dizer que eis merecedor de homenagens pelos seus feitos no sertão de Pernambuco. Como sempre Dr. Valmir Lacerda só fez coisas boas por Araripina e trazendo você foi outra grande obra. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

26º Aniversário Banda Maestro Álvaro Campos

Parabéns a todos os músicos que fazem parte da Banda,  que a música abrandem seus corações com pensamentos positivos, harmonia e Paz, que o futuro reserve longínquas continuidades de suas vocações.

Neste dia 29 de novembro de 2013 a nossa querida Banda completa 26 anos, esta majestosa, honrada e tradicional Banda que iniciou-se na década de 30 com o querido Maestro Álvaro Campos e no ano de 1987 o Prefeito Valmir Lacerda reativou e Municipalizou a Banda dando uma estrutura que perdurá até hoje, não podemos  esquecer do Prefeito Valdemir Batista (Dr. Mimi) que continuou e apoiou totalmente a vitalização, continuando com a  Prefeita Dionéia Lacerda que fez com que a banda durasse até hoje, registrando-a e efetivando através de concurso público os músicos, pois talvez sem o concurso em 1996 para banda, a mesma teria provavelmente sido engolido pelo sistema.

É com grande alegria que falamos dos personagens que passaram e ainda estão ativos na banda, figuras sérias e cômicas como: Maestro Geraldo Moisés, Maestro Neguinho, Diretor Ribamar, Diretor Pedro Nandeira, Boré, Robinho, Demar, Betinho, Cumpadre Assis, Gilmar, Zuza, Jota Morais, Itinho, Flávio, Pagode, Carlos Alberto, Orlando Cabecinha, Marcelo, Janaisa, Paulo Cancão, Marcos Jobá, Paulo Boêmio, Robério Ratumim, Ivanildo Afeganistão, Roberto,  Beto, Antonio Curuja, Nado, Luiz, James, Adailton, Jucão, Orlando, Klebinho, Paulinho, Ricardo, o Bombeiro Jéferson Jefresson, um turma enorme dos nossos amigos e colegas que ainda estão em nosso meio e outros que partiram na sua jornada e deixaram saudades.

A música tem o poder de trazer alegria e momentos de sensibilidades, é a nossa sina entreter e animar através de nossos talentos o povo da região do SERTÃO PERNAMBUCANO.





Dia do Músico: 22 de Novembro.Parabéns a todos os músicos da Nossa Região.


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Juilson Alencar Diretor da Banda 2013

Finalmente a Banda começa  galgar ao horizonte, o Prefeito ALEXANDRE ARRAES em reunião com representantes da classe compremeteu-se a ajudar no que for possivel para que a banda volte a atividades normais prometendo a reforma da sede, dos instrumentos e equiparação salarial. ainda falta muito para que a Banda fique no patamar almejado, porém é um novo tempo de novas lideranças que nós esperamos que  com seriedade e responsabilidade façam sua parte, assim como a indicação de JUILSON ALENCAR sobrinho do saudoso Maestro Álvaro Campos para Diretoria da Banda alegrou a todos com sua disposição e garra na espectativa de grandes melhoramentos para o setor musical cultural. seja bem vindo Diretor  "JUJU" (carinhosamente chamado por todos).

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

25 Anos da Banda Maestro Álvaro Campos



A Banda Maestro Álvaro Campos foi homenageada pelos seus 25 anos de fundação após a missa  do dia 06.12.2012 no palco da Igreja Nossa Senhora da Conceição em Araripina, o belíssimo  cerimonial foi digno de aplausos e elogios emocionados de todos os presentes, a bandinha teve seu momento de glória junto a comunidade, pois nesses anos que se passaram a mesma estava relaxada e meio esquecida  tocando apenas o hino da padroeira, deixou de participar das quermesses ficando quase inativa sua participação durante os festejos e as missas, porém o projeto apenas inicia-se para reavivar e transformar a Bandinha, pois nós os músicos de alma estamos devolta a ativa para colocar a Banda no lugar mais alto do palco...

Tudo começou de um devaneio, eu sonhava com a banda como as grandes orquestras: Tabajara, Spok, Mantiqueira, Pequi, Corpo de Bombeiro/CE etc, uma verdadeira banda de palco e cortejo, mas nada de apoio e sim só levava trava, não sei o por quê da razão e motivação   alguns membros chegavam para os administradores da prefeitura  e me difamavam com palavras infames sobre minha pessoa, no popular me calavam,  porque eu sou assim, faça correto aplaudirei, faça errado criticarei para que seja concertado, e assim foi indo, e foi ai que, com minha tristeza desolada refugiei-me no distrito Morais (que agora amo de coração) e depois de um tempo tive a motivação e iniciativa de fazer tudo sozinho juntando fotos e fatos para documentar e fazer uma revista e DVD/CD comemorativo da Banda que em 2013 vai sair com certeza através dos patrocinadores que espero conseguir, então comecei a matutar idéias que poderiam ajudar e dar incentivo para articulação das comemorações dos 25 anos da Bandinha, fui colecionando relatos que  indicavam que a Banda não era apenas Bodas de Prata, e sim uma quase setentona com grandes parcelas na historia cultural Araripinense infelizmente despercebida e esquecida, mais ainda guardada na memória de celebres personagem que repassaram  informações de suma importância para que houvesse merecida homenagem não só pelos 25 anos de municipalização da Banda em 1987, mais para aqueles que iniciaram e contribuíram com o desenvolvimento musical nos anos 40 através do grande homenageado da noite o Sr. Maestro Álvaro Campos, pois a cada conversa datas, nomes e eventos eram lançados e relembrados,  acredito que a Banda do Mastro Álvaro seja de 1945 (informação ainda em descobrimento), e foi diante da posse dessas informações sobre várias personalidades importantes da sociedade que participaram ativamente da Cultura Musical,  comuniquei ao Sr. Secretario de Cultura Lìdio Santiago que juntamente com sua valorosa equipe de imediato abraçaram a causa com coração e empenho, mesmo sabendo do pouquíssimo tempo e com escassez  de recursos para iniciar e organizar a cerimônia, e como num milagre a fizeram-na com louvor, foi espetacular e inesquecível a comemoração  homenageando os Senhores: Severino Bentinho, Pedro Bandeira, Geraldo de Décio, Ribamar Carvalho, Gilberto (Betinho), José Custódio (ZUZA) e o Ex-Prefeito Valmir Lacerda, as homenagens de entregas das placas comemorativas contou com a presença do Sr. Prefeito Eleito Dr. Alexandre Arraes que é  filho do exímio tocador de requinta Expedito Arraes um dos músicos da Banda do Maestro Álvaro Campos, a presença de sua Esposa e futura 1ª dama Roberta Bertino, o vereador Luciano Capitão, o Padre Malan, como também a participação honrosa de membros da comunidade ouvindo e prestigiando a apresentação da Banda.

Agradecemos a todos que ajudaram na realização do evento que serviu principalmente para alavancar e divulgar a Bandinha e quem sabe atrair olhares e investimentos para  aprimoramento e evolução da mesma.  Infinitamente grato ao Sr. Secretario de Cultura Lídio Santiago e aos membros da sua equipe: Juilson Alencar(meu primo Juju), Raquel Cunha, Jamerson Bandeira, Toninho, ao jornalista Jorge Possetti que comandou o cerimonial com profissionalismo e sabedoria, um  forte abraço fraternal ao pessoal do som e iluminação, as autoridades,  ao publico presente, aos músicos e seus familiares, e a todos que contribuíram na realização do majestoso evento.                      

Somente DEUS recompensa                             

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

HISTÓRICO DO MAESTRO ÁLVARO CAMPOS

MAESTRO ÁLVARO CAMPOS 

Álvaro Campos. Nasceu em Jardim, CE, em 29/JANEIRO/1891; Filho de: Bernardino de Caldas Campos e Maria Dondom Campos. De família com muitos irmãos/irmãs que residiam em diferentes cidades/Estados nordestinos – em Petrolina (Rufina Campos cc Maroto Coelho) e João Campos (casado 2 vezes (Tia Pitiu / Adérica); em Belmonte/Caruaru/Recife (Maria Campos (Mariquinha) cc Izaías Bezerra) em Fortaleza (Querubina Campos cc Sá Bringel) e no Rio de Janeiro (José Campos, s/informação). Seu Álvaro, desde cedo, trabalhou em farmácia em Barbalha, CE, com um farmacêutico famoso, ali aprendendo fórmulas e manipulações – há um ‘caderno’ com fórmulas... Casou-se em 1.ª núpcias com Luzia Lócio Campos, (a família Lócio/Lóssio também é extensa, durante muito tempo controlou politicamente a cidade de Bodocó – eram os ‘coronéis’ e com presença na política estadual). Do casamento, vieram muitos filhos – Maria Dondon (Bodocó, 1923-Goiânia, 198/), José Arnaud (Bodocó, 1926-Araripina, 198/), Terezinha, (Bodocó, 1929-Araripina, 1954) e Maria Luzalva (Bodocó, 1933), consta que alguns filhos faleceram ainda criança. Residia em Bodocó, PE, proprietário de uma farmácia. Na década de 1930, foi Prefeito Municipal, fez muitas melhorias na cidade, inclusive arborizando-a. A Prefeitura ficou lhe devendo, pelo que consta nunca recebeu! Um Lócio, parente ou cunhado, lhe sucedeu na Prefeitura e como desfeita mandou cortar as árvores. Seu Álvaro, chateado, mudou sua residência e farmácia para Araripina, PE. Com o falecimento de d. Luzia, casou-se em 2.ª núpcias em 1938 em Morais, distrito de Araripina, com a adolescente, de 14 anos, Honorina Gouveia Granja, depois Honorina Granja Campos. [O casamento foi combinado com o Pe. Luiz de Gonzaga, amigo do noivo e com os pais da noiva que fora para Morais para ser madrinha de um batismo!] Do casamento, vieram 9 filhos – Luzia, Francisco Itami, Bernardino, Maria da Conceição, Maria das Mercês, Verônica Maria, Maria das Graças, Álvaro Campos Filho e Flávio José – quase todos hoje residindo em Goiânia e com descendentes. A Farmácia Campos, de Álvaro Campos, foi a primeira farmácia de Araripina, tinha grande estoque de medicamentos, além de vidraria, essências e substâncias para preparo de fórmulas e manipulação de medicamentos. Revendia medicamentos para o ‘interior’ do Piauí e do Ceará, nas proximidades de Araripina – Caldeirão, Pio IX, Araripe. Embalei em mala de couro muitos ‘pedidos’ de revendedores da região... Além da Farmácia, seu Álvaro, se dedicou à Banda de Música, a primeira de Araripina – daí a banda de hoje ter seu nome. Os instrumentos eram de sua propriedade e ele mantinha muitos músicos por sua conta, alguns se alojavam em dependência da Farmácia Campos e fazendo refeições na casa do Maestro. As retretas, as alvoradas e a participação nas Missas e festividades da Igreja Católica local e regional eram comuns – a  Banda se deslocava com frequência (nas festas religiosas) de Morais, Barra de São Pedro, Serra Branca, Nascente – distritos de Araripina e de Ouricuri; também para municípios vizinhos do Piauí (Pio IX), e do Ceará. Com a política local radicalizando nas disputas entre o PSD e a UDN, no início dos anos 1950, Seu Álvaro desfez sua Banca de Música. Ele era partidário da UDN – ‘brigadeirista’ (setor da UDN que tinha o brigadeiro Eduardo Gomes como expressão maior) e oposição local/estadual; o PSD elegeu diversos prefeitos e seus chefes (coronéis) mandavam na cidade. A base do PSD era de fazendeiros e proprietários rurais. Seu Álvaro, comerciante, citadino, nunca teve propriedade rural, nem muito contato com o campo. Ali viveu até início de 1956, quando veio a falecer, com 65 anos.


Hely Alen: Durante todas as entrevista que fiz sobre a vida do Maestro Álvaro e tentando elucidar a razão da música ter florescido em Araripina, descobri uma generosa e grandiosa personalidade da nossa historia, não houve sequer uma pessoa que ao se recordar do Maestro ÁLVARO e mesmo tentando se conterem, era visível as lágrimas que escorriam em suas faces com facilidade, nostalgias e saudades, tenho plena certeza que foi honrosa e merecida homenagem a Banda de Araripina receber  o ilustre nome do Sr. Maestro Álvaro Campos. 

domingo, 2 de dezembro de 2012

Entrevista com Ribamar


José Ribamar de Carvalho (Ribas/Ribinha), Clarinetista e saxofonista natural de Araripina - PE, Empresário e musico nas horas vagas, foi Diretor da Banda Maestro Álvaro Campos de 1998 à 2002, uma personalidade inesquecível que conquistou grande popularidade e amizade entre os músicos que até hoje o relembram com saudades da sua administração. Nosso Eterno Diretor ou faço  uso das palavras de seu Ribas O DEREITOR.

Hely Alen: Como e quando aconteceu a proposta para dirigir a Banda Maestro Álvaro Campos?

Ribamar:  A convite do então prefeito Emanuel Bringel quando de alguns encontros regados a música através do sax e clarinete.


Hely Alen: como surgiu a musica em sua vida o saxofone e o clarinete?

Ribamar:. Por ocasião do meu tempo de estudo no Colégio Salesiano, em Recife

Hely Alen: Qual a melhor lembrança  que a banda Maestro Álvaro campos lhe proporcionou?

Ribamar:.Encontro com os amigos aos domingos na praça Frei Ibiapino, bem como as festas da padroeira, entre outras.

Hely Alen: Faça uma breve analise dos anos dedicado a Banda?

Ribamar:.Foi uma época de alegria e satisfação, feitos com dedicação e prazer.

Hely Alen: Deixe uma mensagem para nossos amigos leitores?

Ribamar:.Continuem sempre prestigiando a Banda Álvaro Campos, incentivando e contribuindo para nossa música e cultura.

Hely Alen: Meu digníssimo amigo Ribamar (Seu Ribas), qualquer musico que tenha convivido apenas um momento com vossa senhoria é um privilegiado, pois seu jeito cativante e brincalhão conciliado com respeito e responsabilidade fez evoluir a cultura musical aproximando várias gerações de músicos em Araripina, um dos maiores incentivadores dos shinuei (shinuei = músicos tocando na folia animando festas improvisadas), nos que fomos homenageados e gratos por ter o seu nome na Orquestra de Frevo Ribinha Ribeiro, só nos resta a saudade do seu convívio continuo. Um grande abraço e obrigado por tudo que fez por nos músicos e a Banda Maestro Álvaro Campos.


Entrevista com Mestre ZUZA


José Custodio da Silva (simplesmente ZUZA), natural de Araripina, 50 anos dedicados a música em atividade, com certeza o músico de Araripina que representa todas as gerações, um enorme coração, espetacular personalidade, excelente tocador de trompete, pandeiro, cavaco, violão com ouvido musical perfeito que repassou seus conhecimentos aos filhos Juscélio e Janaiza e a tantos outros músicos que se inspiraram no jeito único de tocar trompete com aquele infinito repertório que vai de  A á Z de Zuza, só resta dizer que, ZUZA você é o verdadeiro “MÚSICO”.

Hely Alen: Quando começou sua carreira musical?

Zuza: Comecei a estudar música em 1962 com Sargento Inocêncio, antes o primeiro maestro foi Ivanildo que ensinava no colégio estadual Pe. Luiz Gonzaga, eu aprendi primeiro com Ivanildo, depois veio outro maestro de Campos Sales/CE que se chamava Antonio Fidelis já na Administração de Pe. Gonçalo, ai Sargento Inocêncio que era delegado daqui me chamou e quem comandava a banda mesmo era Severino Bentinho, eu passei 04 (quatro) anos na Banda, eu tava na serra limpando mato e todo dia eu descia a serra de Jose Gualter de pé pra estudar, todo dia, e quando terminava eu voltava pra serra, mas aprendi um pouquinho, eu tocava bombardino na banda do Pe. Gonçalo, a banda não tinha nome nessa época era chamada de banda paroquial, eu sai quando o Sargento foi embora, a banda terminou porque ele mexeu com política e foi exonerado.

Hely Alen: Quando foi seu retorno para a nova formação da Banda Maestro Álvaro Campos?

Zuza: Foi em 1989 no final da Administração de Dr. Valmir para Dr. Mimi, 1989 já era Mimi, e até hoje fiquei esse tempo todo na banda, (com tristeza fala) mas agora sou obrigado sair por já completei 70 anos, mas o meu filho Juscelio  tocou trompete na banda e minha filha Janaisa ainda toca clarinete na banda.

Hely Alen: Qual a melhor época da Banda?

Zuza:  A melhor época que eu passei na banda foi na época de Ribamar quando ele era diretor, todos foram bons, mas cada um tem o seu, eu e Ribamar nos dávamos muito bem, era uma pessoa que procurava dialogar com você, ai eu me sentia bem, quando é uma pessoa que não procura dialogar você não liga, agente tolera por que tem que tolerar, mas o bom mesmo é você dialogar com as pessoas.

Hely Alen: E qual momento da banda Maestro Álvaro Campos você achou que estava completa?

Zuza: Na época de Valdeir Batista, era completa, ela estava musicalmente melhor que todos os tempos, tava muito boa, bem afinada e tocada, todo mundo trabalhava direitinho.

Hely Alen:  Fique a vontade pra deixar a sua mensagem?

Zuza: Eu só tenho mais é que agradecer, pelos tempos que passei na banda, agradeço a todos que foram meus amigos, acredito que eu não tenho magoa de nenhum, até porque nunca tive desacerto com nenhum graças a Deus, sempre procurei amizade com todos, e acredito que ninguém tem queixa de mim também. Eu vou continuar participando e tocando, já passei do tempo de tocar, mas vou sem compromisso por que gosto mesmo, até quando cansar, isso é de mim mesmo, mas se quiserem me gratificar como queiram estou pronto pra receber.

Hely Alen: Meu raro amigo ZUZA (mínimo), o brasileiro tem que deixar de olhar pra o exterior e ver as belezas que temos aqui no Brasil ver as nossas riquezas infinitas, no interior do sertão também é assim, basta chegar um estrangeiro que os prata da casa são esquecidos, temos que ajudar e dar valor aos estrangeiros pois nós já fomos também, mas temos que dar mais valor$ ainda, são as pessoas como você que viajou mundos, aprendeu e fez de um de tudo e com amor voltou pra sua terrinha ensinando o que aprendeu, espero que um dia as Autoridades e os músicos dêem seu devido valor em vida ou póstuma, são inumeras vezes que animou com seu trompete as serenatas boemias, pela sua história e tradição nos carnavais, retretas, tocando nos festejos e os louvores dos hinos das igrejas, nos boleros de shinuei da noite serás sempre nosso minino. Agradeço por ter me ajudado a construir meu repertorio e com certeza você é a essência da cultura musical viva em atividade de Araripina.